Mostrando postagens com marcador ano da Eucaristia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ano da Eucaristia. Mostrar todas as postagens
Um ouvinte pergunta porque, já que estamos no ano que o Papa consagrou à Eucaristia, não se comunga nas duas espécies.
Em um dos
nossos programas anteriores, falamos a respeito da comunhão nas duas espécies.
Naturalmente, neste ano dedicado à Eucaristia, seria um sinal bonito se
houvesse mais assiduamente a comunhão nas espécies do corpo e do sangue de
Cristo.
Mas vamos repetir o que falamos da
outra vez e que vai ajudar aos nossos ouvintes a não sentir
que a comunhão apenas na espécie do Corpo de Cristo é incompleta.
Vou recorrer a dois
documentos da Igreja católica: o Catecismo e a Instrução Geral sobre o Missal
Romano.
Nos parágrafos 240 e 241 da Instrução Geral sobre o Missal
Romano lemos o seguinte: “A Comunhão realiza mais plenamente o seu aspecto de
sinal quando sob as duas espécies. Sob essa forma se manifesta mais
perfeitamente o sinal do banquete eucarístico e se exprime de modo mais claro a
vontade divina de realizar a nova e eterna Aliança no Sangue do Senhor, assim
como a relação entre o banquete eucarístico e o banquete escatológico no reino
do Pai. // Cuidem os pastores de lembrarem, da melhor forma da Sagrada
Comunhão, segundo o Concílio Tridentino. Antes de tudo advirtam os fiéis de que
a fé católica ensina que, também sob uma só espécie se recebe Cristo todo inteiro,
assim como o verdadeiro sacramento; por isso, no que concerne aos frutos da
comunhão, aqueles que recebem uma só espécie não ficam privados de nenhuma
graça necessária à salvação”.
Confirmando estas palavras, o Catecismo da Igreja
Católica, no parágrafo 1390, afirma que “Graças à presença sacramental de
Cristo sob uma das espécies, a comunhão somente sob a espécie do pão permite
receber todo o fruto de graça da Eucaristia. Por motivos pastorais, esta
maneira de comungar estabeleceu-se legitimamente como a mais habitual no rito
latino.(...) Nos ritos orientais, [a forma sob duas espécies] é a forma
habitual de comungar”.
Resumindo, por uma questão
pastoral que facilita a distribuição da Eucaristia para grandes assembléias e
porque a Igreja nos ensina que recebendo somente o Corpo de Cristo nós o
estamos recebendo por inteiro, esta passou a ser a forma habitual na Igreja
Católica Apostólica Romana; porém, pode-se sempre dar a Comunhão nas duas
espécies. A Igreja, inclusive, elenca uma longa série de casos e momentos em
que a Comunhão nas duas espécies deve ser privilegiada, mas que não as
colocamos agora, pois alongaria muito a resposta. E, como você bem lembrou,
neste ano poderíamos realizar mais vezes a comunhão nas duas espécies.
Marcadores:
ano da Eucaristia,
comunhão nas duas espécies
Assinar:
Postagens (Atom)